sábado, 19 de setembro de 2009

4º Dia de Reabilitação I

(Photo - todos os direitos reservados Sun Melody)

Coimbra lacrimejou a gemer de tristeza aquando antes da minha partida, os pingos de chuva embatiam o solo raso do corredor predial incapaz de me abraçar e proteger da tempestade selvagem. Não tinha o guarda-chuva comigo. Resolvi aguardar um pouco no hall de entrada para que a tempestade diminuísse de intensidade, mas nada valeu.

Decidi abrir a bagagem, demovi o casaco branco no fundo da mala e o vesti agasalhada, depois retirei o processador de fala e o íman da minha cabeça colocando-o dentro do estojo à prova de aguaceiros. Silêncio. Que estranho silêncio, do timbre chuvoso para o nada. A renúncia da ocasião levou-me a querer auxiliar-te carinhosamente, pôr-te longe da embriaguez incessante e assim foi. Meti-te dentro da mochila do Monte Campo, estarias ali seguro. De mochila às costas, e a bagagem pesada apreendida no meu ombro esquerdo, sai a correr debaixo de uma carga de água molhando-me em segundos, não na totalidade. Saltei. Declinei na passadeira directa à paragem de autocarros.

Observando-te Coimbra, continuavas a ter um aspecto limpo em que a chuva tirava toda a imundície, nunca me apercebi do quão a formosura de excelência te fazia brilhar mesmo nos dias mais amargos do ano. As avenidas inundadas de gabardinas coloridas, a praça enchia de figuras humanas, de todas as idades encantara-me!

(continuidade)

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