sábado, 30 de julho de 2011
4 anos de activada
30/07/2007
O dia da activação do meu chip, o dia em que a parte externa se conectou com a parte interna tenuemente com um salto que quase derrubei a cadeira de susto e juntos iniciamos a dança descobrindo os primeiros sons.
30/07/2011
4 anos depois o que se segue? Muitas descobertas, frases compreendidas sem leitura labial, o telemóvel, o mp3 e o anel magnético. As surpresas de como na outra vez o D. me sussurrara junto do meu ouvido esquerdo implantado em que o vento era constante e me fez soltar uma gargalhada. Reacções naturais. Por isso tudo, obrigada vida por este maravilhoso prazer de ouvir.
O meu próximo desafio, é o Bilateral. Não vou desistir facilmente, nem que o tempo seja longo, pois a minha saúde está em primeiro lugar. E não quero continuar a cambalear de um lado e de outro. Legislação vamos te atacar quer que doa ou não, és um alvo em mira.
Feliz. Muito. Sempre.
quinta-feira, 28 de julho de 2011
O Reencontro - Tomar I
No dia 16 de Julho, houve o 4º Encontro Nacional patrocinado pela OUVIR – Associação Portuguesa de Portadores de Próteses e Implantes Auditivos, acordei nesta manhã com o céu melancólico, cinzento, frio e ventoso junto do Tejo. Tempo anormal numa altura em que o calor e sol deveriam imperar um bronzeado tostado aos portugueses, este ano S.Pedro anda tímido e decidiu não querer nada connosco. Ainda tive esperança que o clima pudesse melhorar ao longo do dia…
Já na estação fluvial vi o B. e o D. dirigir na viatura enferrujada à procura de um lugar para estacionar, andaram em círculos até pararem no portão dos pescadores, tinha-os em mira no meu campo visual amplo. Podia ouvir o vendaval, este sopro violento agitar os fios do meu cabelo colidindo contra o microfone do processador de fala, fazendo com que o som soasse baluarte. É gostoso perceber de como existe minudências singulares de ventosidades, nenhuma essência sonora pode ser comparável pois inundam características vincadas às mudanças repentinas ecoando bandas sonoras! Este mundo dos sons é fascinante, de compreender a natureza em ritmos soltos.
Durante a travessia, no interior
do catamarã conversamos sob a água inquietante do Tejo que nos balançava em
cada tombo, com as estrelas brilhantes postas no B. o mais recente
recém-activado, ávidos de curiosidade de vivenciar em primeira mão de como
tinha sido a sua activação do chip. Diz ele, numa só palavra: confuso!
Confuso?! Pensámos, entre olhares no íntimo plenamente indiscretos de que o B. ainda não tinha descido à realidade!!! É normal, diz o D. com o tempo as melhorias serão evidentes, se não fosse a exigência do B. de que ouvia uma zoada irritável – exclamei arriscando responder: zumbidos?! Um zunzum contínuo. Pensei eu, não é zumbidos, mas sons que o cérebro auditivo do B. ainda não reconhece.
Confuso?! Pensámos, entre olhares no íntimo plenamente indiscretos de que o B. ainda não tinha descido à realidade!!! É normal, diz o D. com o tempo as melhorias serão evidentes, se não fosse a exigência do B. de que ouvia uma zoada irritável – exclamei arriscando responder: zumbidos?! Um zunzum contínuo. Pensei eu, não é zumbidos, mas sons que o cérebro auditivo do B. ainda não reconhece.
Passando uns minutos de reflexão,
o D. queria me oferecer assim do nada o seu Anel Magnético, numa desculpa
esfarrapada de esse diapositivo não ser compatível com o seu modelo de
telemóvel, donde a conexão falhava sempre que activar via Bluethooth. Suspeita
imediata, manifestar de livre vontade a entrega do diapositivo que custa €€€
aos olhos e bolsos? Não obrigada, respondi. Lá teimou que não aceitaria um não,
mantive firme na minha decisão, não aceitava de modo algo o Neck Loop (Anel
Magnético).
(continua no próximo post)
quinta-feira, 21 de julho de 2011
Um sorriso!
Dentro de dias segue-se inúmeras novidades impagáveis e surpreendentes, por agora aprecio em pleno os últimos dias com as minhas primas que vieram de França, e gosto da forma como o Francês é pronunciado foneticamente. Tão doce no meu ouvido implantado!
E.... de resto não conto mais nada. Há que aguardar pacientemente e eu tenho aproveitado o máximo esta maravilhosa tecnologia, direi na altura oportuna pois agora vou ali dançar pela noite adentro a beber um batido de morango na baía seixalense com elas, junto ao Rio Tejo que se avizinha ventoso.
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