sábado, 30 de janeiro de 2010

Entrevista na National Geographic Portugal


Já com a Revista à mão, folheei página a página lia com admiração, a biónica e a tecnologia de mãos dadas. Uma mulher sorridente abraça o seu braço biónico, Armanda Kitts que perdeu o membro num acidente de viação volta a ter sensações impulsionadas pelo cérebro e o braço mexe sem qualquer tipo de esforço.

Jo Anne, uma outra senhora idosa perdeu a visão, e mediante a tecnologia volta a enxergar o mundo apesar de ainda não ser perfeito, é uma ciência recente neste campo mas denota inúmeras conquistas no avanço, "Vejo as silhuetas das árvores... é uma das últimas coisas que me lembro de ver com a minha visão natural. Consigo ver os ramos, espectados para um lado e para o outro" diz ela.

As suas vidas ganham um novo significado, impõe-se a tão desejada normalidade e o artigo que me estarrece de ternura é o olhar da Catarina, uma criança portuguesa de 15 meses em que tudo começa de novo auditivamente, a ouvir com um implante coclear pela primeira vez na activação.


E restantes esboços da prestigiada Revista National Geographic Portugal, repleto de textos maravilhosos e palavras minhas dadas na entrevista com o fotojornalista António Luís Campos, cuja conversa decorreu com naturalidade no almoço de grande convívio entre implantados na cidade de Coimbra.


E sim é magia.

Agradecimento especial, ao Senhor António Luís Campos pelo interesse e abertura de diálogo, pela vontade demonstrada. O meu muito obrigado à National Geographic Portugal pela publicação do artigo.


sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Revista National Geographic Portugal


E o momento da verdade chegou, reportagem sobre a ciência biónica e o Implante Coclear na carismática Revista da National Geographic Portugal, edição 107 - Fevereiro 2010 - nas bancas do território nacional português.

Eis a surpresa, quem as quiser obter terá de correr rapidamente antes que se esgotem!

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

A Era dos Ciborgues


O aperfeiçoamento de uma realidade, a tecnologia biónica ao serviço do corpo humano e muitas surpresas vão surgir dentro de pouco tempo e eu espero vê-lo completamente imerso, para já deixo no ar uma certa aura misteriosa.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Janeiro


E só ao 5º dia do ano 2010 decidi marcar os progressos auditivos ainda que similares no meu caso em particular, ontem a embriaguez descampou o passeio em água e de guarda-chuva aberto na mão ouvia os pingos a abraçar quase incontrolável no tecido impermeável.

Sentir o vento frio a tocar no meu rosto e fechar os olhos momentaneamente, as folhas balançavam, os pingos beijavam o solo e tudo isto foi para mim inesquecível ao ponto de aperceber que a cada dia a audição está mais aguçada e tão presente como nunca.

Subo as grandes escadas do edifício, enfiando-me numa sala amarfanhada de humidade e revejo os meus colegas ainda a curar da ressaca. Alguém lê em voz alta um papel qualquer, aproveito juntar-me à M. que segura a folha e dificilmente sei em que parágrafo o locutor procede na leitura.

Mas tudo muda, quando inexplicavelmente o meu ouvido implantado toma o lugar destacado a par da minha visão na literacia, que através de um conjunto de palavras reconhecidas esclareço o que entendo por estrutura literante auditiva. Tem sido bastante frequente, não cabe em mim tanto contentamento.

Mais um passo foi dado, que venham outros mas sempre cercada de estrelas sonoras.