No dia 16 de Julho, houve o 4º Encontro Nacional patrocinado pela OUVIR – Associação Portuguesa de Portadores de Próteses e Implantes Auditivos, acordei nesta manhã com o céu melancólico, cinzento, frio e ventoso junto do Tejo. Tempo anormal numa altura em que o calor e sol deveriam imperar um bronzeado tostado aos portugueses, este ano S.Pedro anda tímido e decidiu não querer nada connosco. Ainda tive esperança que o clima pudesse melhorar ao longo do dia…
Já na estação fluvial vi o B. e o D. dirigir na viatura enferrujada à procura de um lugar para estacionar, andaram em círculos até pararem no portão dos pescadores, tinha-os em mira no meu campo visual amplo. Podia ouvir o vendaval, este sopro violento agitar os fios do meu cabelo colidindo contra o microfone do processador de fala, fazendo com que o som soasse baluarte. É gostoso perceber de como existe minudências singulares de ventosidades, nenhuma essência sonora pode ser comparável pois inundam características vincadas às mudanças repentinas ecoando bandas sonoras! Este mundo dos sons é fascinante, de compreender a natureza em ritmos soltos.
Durante a travessia, no interior
do catamarã conversamos sob a água inquietante do Tejo que nos balançava em
cada tombo, com as estrelas brilhantes postas no B. o mais recente
recém-activado, ávidos de curiosidade de vivenciar em primeira mão de como
tinha sido a sua activação do chip. Diz ele, numa só palavra: confuso!
Confuso?! Pensámos, entre olhares no íntimo plenamente indiscretos de que o B. ainda não tinha descido à realidade!!! É normal, diz o D. com o tempo as melhorias serão evidentes, se não fosse a exigência do B. de que ouvia uma zoada irritável – exclamei arriscando responder: zumbidos?! Um zunzum contínuo. Pensei eu, não é zumbidos, mas sons que o cérebro auditivo do B. ainda não reconhece.
Confuso?! Pensámos, entre olhares no íntimo plenamente indiscretos de que o B. ainda não tinha descido à realidade!!! É normal, diz o D. com o tempo as melhorias serão evidentes, se não fosse a exigência do B. de que ouvia uma zoada irritável – exclamei arriscando responder: zumbidos?! Um zunzum contínuo. Pensei eu, não é zumbidos, mas sons que o cérebro auditivo do B. ainda não reconhece.
Passando uns minutos de reflexão,
o D. queria me oferecer assim do nada o seu Anel Magnético, numa desculpa
esfarrapada de esse diapositivo não ser compatível com o seu modelo de
telemóvel, donde a conexão falhava sempre que activar via Bluethooth. Suspeita
imediata, manifestar de livre vontade a entrega do diapositivo que custa €€€
aos olhos e bolsos? Não obrigada, respondi. Lá teimou que não aceitaria um não,
mantive firme na minha decisão, não aceitava de modo algo o Neck Loop (Anel
Magnético).
(continua no próximo post)

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