sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Metro Agitado


O enredo confuso no saco de vozes humanas, o ferrar da linha metropolitana, os beeps agudos das portas de carruagem a fechar e reabrir em cada paragem, em cada estação onde acabariam por entrar mais vozes e cheiros de perfume, de tabaco e cremes. Um baile de ruídos e aromas excêntricos, sem igual e os telemóveis a tocar o tempo todo.

Rio-me para dentro, é tão mas tão bom escutar os embaraços insignificantes, ouço lentamente, saboreio todos os sons um a um, dissemelhantes aos anteriores, mal a porta reabriu um cego de bengala entrara com o seu tinir do copo de lata a pedir caridade cada vez que o bastão comprido batia em seco o pavimento.

Espirros repetidos, tosses, o assoar remexido por mãos frenéticas e o altifalante anuncia a próxima estação: Marquês de Pombal nítida e claramente perceptível. A minha vida já não é a mesma, tudo mudou... e gosto dela assim.

2 comentários:

Cachopa disse...

=)

Margarida disse...

Uma vergonha nc mais ter comentado aki. Ajoelho-me, peço desculpas!!!
Miúda...adorei, cm sempre este post...Fg...escreves msm mt bem, mas continuas a surpreender-me à medida que te vou conhecendo.Fico mt feliz, mesmo, por ti, pelas tuas descobertas sonoras...que tanto gostamos! E,eu estava a ouvir mal ultimamente. Mudei os tubos dos aparelhos, voilà que gr diferença!
Continua sp assim...A amar a Vida! e os sons!!!