
o BOXNOVA EXPERIMENTO 1 no Centro Cultural de Belém e fiquei sem palavras! Corpos dançantes.
Detalhes só no próximo post, para já fica o registo.




Quis apenas sair desse abominável mundo taciturno. Chega de silêncio, não posso mais, não é meu e não lhe pertenço de maneira nenhuma. Que sinto quando olho para ele? Vazio e sem vida, habita o fim do mundo.
Abano a cabeça ao som da guitarra rockeira, ouço a voz do cantor, a bateria e no ambiente de fundo os passageiros conversam, o troço da linha ferra, o altifalante anuncia as próximas paragens e olhando para isto tudo ESCUTO em permanente redescoberta no meu ouvido implantado. Percebo os sons, identifico os sons, acho os sons em qualquer lugar e a qualquer instante! Saboreio as vozes de quem amo. Os meus olhos agora tocam os olhos dos outros e não a boca, já não preciso das bocas para eu ler as palavras. Para isso a tarefa cabe ao ouvido implantado captar subtilmente sílaba a sílaba as dicções da Língua Portuguesa.A faixa mudou, depois do Rock segue as teclas do piano, reconheço e é a nona sinfonia de Beethoven, agora fecho os olhos e tímidas cócegas chapinham no meu interior á luz do dia, é uma liberdade imponente. O silêncio já não me prende. Nunca.