Mostrar mensagens com a etiqueta Aventuras com o IC. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Aventuras com o IC. Mostrar todas as mensagens

sábado, 3 de julho de 2010

Som Agradável e Desagradável

Olha que lindo, estou a escutar os passarinhos a chilrear. Lá vem de novo aquele ladrar canino, passo-me da carola... acho que hoje vou sair e tirar umas belas fotografias. 

Som Desagradável

Se há coisa que mais detesto ao acordar de manhã, é ouvir o ladrar constante de um cão no andar de baixo por causa do seu vizinho gato. Raio do cão, cala-te pá!! 

terça-feira, 15 de junho de 2010

Dias Sonoros

Podia escrever infinitas coisas e acontecimentos, passei as mini-férias fora do meu círculo natal a duas horas daqui e São Pedro brincou connosco lá em cima do céu brindando-nos uma grande intensa chuvinhada e vento durante o amanhecer. Quando lá chegamos, ao atravessar a ponte que passa o rio Tejo sustive a respiração de tal modo que a beleza da paisagem ultrapassou-me em grande escala, um belo quadro de planícies contínuos como existem nas fotos de revistas turísticas.

Foram dias fantásticos, de ar puro, de animais com o canto bem afinado, os sorrisos e conversas cúmplices de uma geração de outros tempos em que a vida era bem mais dura. O descanso na serenidade de uma casa típica alentejana em tons amarelados e janelas verdes situada no meio do jardim recheado de todo o tipo de vegetais e frutos carregados que nasceram alimentados da terra batida onde a água do poço que escorre estabelece a harmonia da vida. 

Houve tantos os sons que ouvi, alguns mais focados e outros discretos, foi agradável escutar as gotinhas de prata quedar, rolas a cantarolar, houve uma altura já na hora da refeição os galos decidiram iniciar uma sinfonia delirante e depois paravam até que algum galo distante da quinta começasse retribuir cantando. Pareciam estar na paródia, à conversa do que se estaria a se passar, e para juntar à festa os pardais chilreavam. 

Fechei os olhos só para ouvir esta linda orquestra.

A noite rompera silenciosamente soprando uma leve brisa, pelo menos cá fora pois dentro da típica casa alentejana reinavam vozes alegres e divertidas. Sabedoria. Muita. Naqueles sorrisos rasgados e intemporais.

[continuidade]     

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Dia Insólito

É impressão minha ou o Verão ainda sequer começou? Tenho sido frequentemente abordada nos pontos turísticos da cidade, é:

"Pode me dizer que horas são, por favor?"
"Qual é a linha para Sintra?" 
"Desculpe, estou um pouco perdida, sabe onde fica Entrecampos?"
"O autocarro chega às 21h e 10?"

Nada me escapa, eu não escapo por muito que esteja num sítio bastante discreto e concentrada a ler o Destak ou a caminhar nas ruas da cidade sou sempre o alvo a abater! O mais cómico, é de entende-los à primeira e por vezes sem leitura labial... vou ali dançar, quem quer vir comigo para a pista e comemorar mais do que uma vez?!

Afinal, o dia vai sorrir nesta madrugada!

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Entrave no Telemóvel


Apercebeste de que quando atendes o telemóvel no ouvido esquerdo, a voz do outro lado pode soar como a de um megafone BlÁ BLÁ éeeejaskabns BKÒS QGS vociferando o cérebro, ou seja não percebes nadinha e vêm-te logo à cabeça, que a pessoa do outro lado pode estar demasiadamente cansada para se lembrar que contigo tem se falar baixinho de forma puderes compreender com transparência e qualidade a composição das duas vozes dialogantes.

Engoles em seco, mais do que uma vez... interpões calmamente para que essa pessoa diga de novo, só que desta vez exprimindo mais baixo. Até aí, as coisas  começam a tornar-se diferentes pois palavra a palavra foi-se construindo frases  carregadas de significado.

segunda-feira, 15 de março de 2010

Episódios Insólitos com o IC


 Todos os Direitos Reservados de Sun Melody
Nestes quase três anos de implantada, houve de tudo desde olhares a burburinhos sobre o objecto magnético que transportava na minha cabeça. A bobina achocolatada, da mesma cor do cabelo não passava despercebida quando o tinha prendido no Verão, pois a luz do sol fazia um toque lampejo chamando a atenção a este mero circulo magnete. 
Não permitir que nos olhem, seria o mesmo negar a nossa essência então mais vale deixar que a contemplação das pessoas execute e apalpe visualmente o estranho corpo magnético grudado a dois dedos acima do meu ouvido esquerdo com total delicadeza enigmática.
Assim por diante, há quase três anos, com poucas semanas de activada fui alvo de uma atracção turística cyborgnética (esta palavra não existe eu sei!) made in InterRegional dos caminhos-de-ferro como se fosse uma ave rara em vias de extinção. Ora, eu e mais o amor da minha vida assentados no lugar do vagão modificado em enfeites decorativos, encontramos uma família de seis elementos a me espiar vigilantes, e perante este facto descomunal chegámos à conclusão que a curiosidade foi tanta naqueles rostos cegos de espanto! A mulher, mãe das crianças virou e revirou a face tantas vezes chegando a levantar-se do banco só para visualizar melhor o IC, lembro das suas sobrancelhas finas um pouco delineadas e em segundos desenhou uma expressão sarcástica do género: “O que é aquilo na cabeça dela!!?” –  A gente, ambos indiferentes rimos às gargalhadas… confesso que não me afectou, pois o amor louco pelo meu Implante Coclear é tanto!
Outra, um adolescente de cabelo espetado na plataforma de Sete Rios com os fones nos ouvidos e a dançar consoante o ritmo aproximou-se a meu lado sussurrando poderoso: “Que MP3 muito fixe!!! Onde compraste?!” – STOP – “Onde comprei? Não está à venda e não é um leitor de música”. O rapaz ficou tresmalhado e confuso, e perguntou-me: “Então o que tens na cabeça?” – ri-me da sua enorme perplexidade e lá disse: “É o meu ouvido biónico, e só assim posso ouvir. Chama-se Implante Coclear.” – depois de lhe ter explicado, deteve-se absolutamente envergonhado e pediu-me desculpas… passando uns minutos diz-me: “Que me dera ter um igual, assim podia ligar e desligar quando quisesse e me apetecesse!”.
Outra, uma pessoa conhecida com uma certa idade, olha embasbacado para mim, contido e a tentar não ferir susceptibilidades… não conseguiu comprimir e o medo de me perturbar foi avassalador mas eu sei ler os rostos e soube no fundo que ele queria me dizer qualquer coisa, portanto incentivei-o. Então, educadamente lançou aquela frase um tanto repetida: “A. tens um buraco na cabeça?” – esgazeei os olhos – “Um buraco na cabeça?! Ah, não, não tenho orifício nenhum! Ah Ah Ah… Olha vou te mostrar…” o meu braço em movimento, os dedos tocam afectuosamente a bobina e retiro-a sorrindo, colo-a de novo e desgrudo.
Vejo-o sorrir, e digo: “é a minha dança magnética que uma e outra se tocam e beijam a maior parte do tempo. Um segundo ouvir e noutro já não”.
Há mais para contar, mas isso redijo noutra altura.