quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Workshop Implante Coclear Bilateral - I


Com a semana para descansar depois de uns dias movimentados atravessando as duas margens do Tejo a coincidir com o aproximar do final de ano, o meu coração suspira lentamente o calor da despedida, dos abraços, do adeus onde as saudades começam a apertar.

Ainda do Workshop sobre o Implante Coclear Bilateral realizado em Lisboa depois de uma maratona louca em levar a minha avó à estação de Santa Apolónia e num ápice acelerar os passos com a chuva molhar-me na hora de apanhar o transporte rumo à Casa Pia. Cheguei estoirada, ofegante deparando-me com a porta fechada entre-olhando para o relógio faltando apenas 5 minutos para a abertura do Workshop, não havia ninguém!!! 

 “queres ver que não é aqui, mas lá em baixo no Jacob Rodrigues?” 

Perguntei ao segurança junto da portaria, ele mesmo assentiu ser no Instituto Jacob, lá fui apressada pois não queria perder o inicio do evento. Avistei carros estacionados junto da berma, tantos, uma vez no portão toquei mais de 5 minutos a campainha e nadinha…  

Desconfiei, pois claro, reverti o percurso mais uma vez até que finalmente vi umas dezenas pessoas desconhecidas, tanto podiam ser pais de crianças implantadas ou profissionais. O meu telemóvel toca, e não trouxe comigo o colar magnético, é a F. perdida algures mas não percebo nada do que diz devido ao constante barulho do trânsito na hora de ponta. Que pesadelo. Carros. Motas. Autocarros. Grrr logo que ouço de apenas um lado, fico a pensar se realmente haveria diferença com dois Implantes, uma de cada orelha? Não sei.

O tempo urge, elas ainda não chegaram, alguém me aborda simpaticamente e reconheço a M. dois beijos de respeito, uma troca de conversa por sinal agradável, nesse instante sou incrivelmente confrontada pela diferença na minha voz, de há 5 anos atrás para o de hoje… nada a ver. 

A sério? Digo. Não tenho noção do quanto ela melhorou, mas as pessoas já não fazem aquele sobreolho suspeitoso e intrigado mal inicie uma conversa. Grata pelo que o Implante Coclear me proporcionou unilateralmente. Se com o segundo vier melhorar, é oiro sobre azul!

Descendo os degraus, e entrar no auditório revejo rostos familiares distantes, escolho o lugar da plateia e lá fico assentada até começar, ao mesmo tempo que envio uma mensagem particular à F. e mal fora enviada, as duas sorridentes sentaram a meu lado. Enfim, juntas. A sessão iria começar, a ansiedade era de tal maneira transbordante para responder aos meus anseios e dúvidas relativamente à minha decisão em fazer o segundo implante coclear, tornando-me desse modo Bilateral mal tiver oportunidade.        

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