terça-feira, 17 de novembro de 2009

Momentos IC

(Photo de Jansen Oliveira)

Deixei o blog "Sou uma Cyborg - Ouvido Implantado" cair no esquecimento, é apenas temporário mas não iria deixar de registar alguns episódios ridiculamente risíveis debaixo de um dilúvio inesperado, o céu tristonho, a chuva cair na noite anterior neste Novembro atípico e invulgar.

Estava sentada, de pernas cruzadas frente à secretária onde dialogava no portátil com a R. e o R., uma reunião de 3 Cyborg's, ainda houve um pormenor evidente pois a R. apesar de já ter o chip e eléctrodos bem colocados não foi ainda activada. Conversamos sobre o tempo, de que na zona portuense não chuviscava e fez-me uma pergunta, de como ouvia a tempestade com o IC, se os sons dos trovões me assustavam, se conseguia ouvir todos os ruídos... claro, como qualquer implantado que se preze apenas pude descrever a minha própria experiência auditiva.

O céu começara a formar nuvens pesadas, então respondi-lhe que os sons não me atemorizavam facilmente, basta estar atenta às gotinhas de prata que batem no vidro da janela e no solo, as árvores dançar com o vento inquieto, o trovejar, os estores a abanar. Não preciso de olhar, nem abrir a janela, conheço o som detalhadamente no meio da vivalma, um a um todos juntos mas ao mesmo tempo desunidos.

Depois de enviar esta mensagem no rodapé, um raio caiu ao lado do meu prédio, fez-se um clarão súbito e brilhante, segundos depois veio o som, assustei-me repentinamente sem qualquer aviso e o apartamento tremeu todo.

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Já começo a pegar mais conversas através do telemóvel com uma nitidez impressionante tanto nas vozes conhecidas de agudas e graves. Ui, os €€€, não consigo resistir.

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Tenho dificuldades nas palavras que tenham vogais duplas/triplas que começam e terminam com o O, por exemplo: polvo, touro, loiro, louco, potro... etc. Tenho de ver isso.

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O dia para regressar a Coimbra aproxima.

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1 comentário:

Laura disse...

Ahhhh, a quem o dizes, e a minha terapeuta de Braga, que se ri comigo por entender muiats cosias, mas ainda no âmbito de uma regra, comos eja; o que há num quarto, tapete, guarda fatos, cadeira cama , sofá e por ai fora, e vou acertando, na casa de banho, champoo sabão sabonete, água sanita bidé e acerto em quase tudo. Já dou conta da ambulância ou policia se estive rno emio do trânsito, em casa sei se a máquina está a lavar, torcer pois no fundo do meu quarto já longe da cozinha, dou conta disso tudo, sei se é o meu shaka a ladrar ou o do vizinho que é pequenito e ladra muito mas fininho, enfim dou conta d emuita muita coisa, mas perceber, ui, ui onde eu ainda vou...Beijinhos e sei que chegamos lá, basta ter esperança..laura