domingo, 13 de setembro de 2009

Portugal, de norte a centro-sul.

Uma semana, sete dias no sossego do interior, no tão Portugal profundo em brasa perto da fronteira Espanhola, onde o calor mantivera inalterável e constante. As idas à piscina têm sido um sonho imerso de caprichos, e logo em todos os entardeceres o sol foi tapado por nuvens tempestivas pintadas no cinzento-escuro que trovejaram como nunca antes se viu. É bonito o som, a chuva que cai vigorosamente, digna de uma borrasca tropical, alonguei o braço à cabeça retirando o processador de fala e o telemóvel nos bolsos dos calções para dentro de um estojo maleável, lancei-me sem pensar de braços esticados à chuvarada com fortes rajadas de vento, fazendo com que o meu cabelo molhado esvoaçasse descontrolado no meu rosto tapando a vista. As gotas. A chuva fria e densa banhara a superfície criando enormes quantidades de poças de água na alcatifa, as pessoas ficaram encharcadas da cabeça aos pés sentindo a leve brisa bater-lhes nas suas faces e as roupas coladas nos corpos bronzeados, li o alívio depois de semanas sufocantes e cálidas nesta aldeia do interior, longe da civilização e do mar.

A noite caiu, com ele o vento limpou o céu nublado para dar lugar a uma vista imponente, de estrelas onde estive deitada respirando a frescura campestre sob relva observando o firmamento e é impressionante o silêncio que se fez perscrutar, senão ervas daninhas a abanar, os grilos cantar e murmúrios bizarros. O Sino. Os ladrares noctívagos, a respiração canina a meu lado, o som das lambedelas e o glup glup glup da ponta lingueta e coberta de baba enfiada no interior da tigela metálica. O comboio passar no sopé da montanha, a melodia das rolas brancas, e os meus simples movimentos de colher a areia da terra na palma da mão...

Passei tardes e horas a tirar fotografias através da máquina digital, semi-profissional. No dia seguinte acaba-se o descanso, hoje portanto, atirei-me para a estrada da IC8 rumo a Coimbra. E assim, estou eu, instalada confortavelmente neste pequeno e moderno apartamento do meu primo que se encontra fora profissionalmente. Almocei. Vi metade da cidade. Continua a ter o mesmo encanto!

Amanhã, é o dia.

1 comentário:

Laura disse...

Ah, que bom ter um primo com um apartamento em coimbra...eu vou dia 28 se não me engano..o nuno está cá até dia 27 e depois la vou eu fazer-me à ESTRADA... gostei de te saber, a viajar a passear e a apanhar chuva, é bom..beijinhos meus, laura..