domingo, 14 de junho de 2009

Galinhas


Fiz uma pausa à minha vida frenética, rumei para norte e que bem soube. Acordar todas as manhãs, cheirar o verde da natureza e o mensageiro dos ventos a deambular pela estrada dos campos agrestes debaixo de um calor abrasador onde ouvia os cantares longínquos das galinhas.

Podia jurar em delírio, que o canto era igual aos que ouvem e cuja audição não tenha sido prejudicada, uma ária aguda e flauteada ainda de uma maneira estouvada em dódóódódó e crócorócócó. Um cântico sonante. Embrulhei-me neste manto de som, que através do implante coclear permitia a mim, uma Surda Profunda ouvir.


2 comentários:

Laura disse...

Ahhh, uma coisa que aind anão ouvi, mas, ontem, no Bom Jesus, com a minha amiga Sãozita, ela levou-me mais para perto do jardim, onde tem as escadas até lá ao fundo, era de noite e, ouvia-se o coachar das rãs...claro que não dava para entender ou guardar, er aum som disforme e dificl de reter.. o que gostei foi do sino a dar as badaladas, memso ali ao lado, e o choro d eum bebé, e, acho piada, mas, a minha cabeça segue logo o som para o lado de onde ele vem..é lindo. Tivemos uma noite d epor de sol arrasador, depois ficou vermelhão, azul dos lados, e, a noite chegou e o colorido manteve-se por muito tempo, enquanto a sluzes da cidade se iam acendendo, maravilhoso momento de amor, de paz, serenidade, enquanto meus pensamentos se erguiam no céu, pedindo ao Mais ALto! que ouvisse minhas preces!...
Beijinho a ti minha ciborg querida...laura.

Viver disse...

Olá!
Nós estamos bem, muito ocupados em aulas, terapias e formação de lingua gestual.
Também vamos a Navarra dia 29 para falar co Dr. Manrique por causa do implante de tronco cerebral.
Temos que continuar a lutar pelo futuro dele!
Obrigada
Nós vamos dando noticias
Bjs grandes de quem tb nunca te esquece.