domingo, 16 de novembro de 2008

Campainha e Irmã


A campainha toca bruscamente. Maldita campainha, atingiu o cume dentro do meu nervo auditivo e pôs-me a rodar mil e umas voltas de tontura, esta peste! Só ela clica o botão assim, igual aos anteriores, a mesma sequência regular.

Barafusto irritada, raio de campainha tenho que te trocar por uma mais leve e menos ruidosa, espreito o pequeno circulo vidrado e a peste está do outro lado da minha porta cheia de pressa, suada e ofegante. Abro-a.

Corre para a casa de banho, deixando as coisas no chão do corredor: a mochila, as sapatilhas, incluído a parte cima do Dobok e fecha a porta a cadeado. Passou-se! Ouço o chapinhar da água a partir da cozinha, e reclamo os 10 minutos no chuveiro e grito "despacha-te senão o jantar fica frio!"

Nenhuma palavra foi dita.

Escuto a porta reabrir devido à ausência de óleo e a seguir os passos arrastados, e vejo-a com uma cara de poucos amigos, mal-humorada e acaba por se sentar a meu lado, enquanto ponho comida no prato dizendo "ó piolha vê se para a próxima não coles o dedo no botão durante uns segundos, basta tocares uma vez apenas, está bem?"

Responde-me indignada com "epá já vais começar?!"

Que bicho lhe mordeu?! ^^'

Entendi na perfeição, sem leitura labial. Mais uma festa.

1 comentário:

oliviacastrocranwell disse...

Sun! que bom que pode fazer uma festa de com um "baixo astral". Espero festejar todos os sons desse jeito, os bons e os ruins. Por enquanto tudo é uma festa pra mim. Besos