quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Hoje


Foi tudo cheio de sons. A canção de uma música, o murmurar do Rio Tejo com gaivotas a grasnar, o uon uon uon de uma ambulância, os apitos agudos dos semáforos para peões, as buzinas dos automobilistas stressados. Barulhos gravados.

Sons agradáveis e desagradáveis cada vez mais selectivos com o que quero ou não escutar, entre o aceitar e ignorar determinado som.

Um desconhecido toca guitarra. Gosto da melodia. Um carrinho de supermercado a forçar as rodas, e faz um estrépito metal acutilante. Vozes misturadas. Latidos caninos. O eléctrico abraçado a um susto desprevenido. Um mamã de criança, aguda e agudissima. Ténis arrastados e o toc toc toc dos sapatos de salto altos.

Papel amassado, caneta a deslizar no papel. Gargalhadas exaltadas e mais, claro que são muitos os sons, biliões? Não... Triliões? Humm... infinitos e eternos.

1 comentário:

Cachopa disse...

ao ler este teu texto dei.me de conta que estava a ler um texto de um dia em lisboa... não existe maior confusao de som e etc do que em lisboa...
tambem nao gosto de alguns tento desprezar mas as vezes o ouvido nao consegue...
boa continuaçao de ouvir os sons =)