quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Encontro de Implantados - Coimbra 1


Depois de um longo dia, na viagem de carro pela manhã revigorante via o mundo a passar, os ecos da natureza nascer, os raios solares e a seguir o azul do céu. Deixamos a cidade, agora só serpenteávamos na auto-estrada no meio de um véu esverdeado.

Ouvia motores enfurecidos a acelerar, segundo por segundo em alta velocidade, a ânsia das férias, do escapulir para longe, o precioso escape e dedicar todo o amor aos que há muito não se vêem, encurtar a distância a um abraço.

Tanta gente na estrada portuguesa, olho constantemente para o relógio do meu telemóvel, falta meia hora para às 10h, o coração aperta, pressinto de que irei chegar um pouco atrasada, pergunto quantos quilómetros faltam. Daqui 40 minutos devemos estar lá.

Vejo a placa, Coimbra – 50 km, parece-me uma eternidade! Dedico o meu olhar á natureza, e absorvo a essência a escutar música do carro em pleno andamento, abro a janela de vidro, o som do vento, gosto do som e é irresistível, delicioso de se ouvir. O vento a bater no carro. Digo para dentro, oh que bom é ser implantada!

Recebo mensagens, de amigas e amigos implantados e não-implantados no lugar-comum a todos nós, Coimbra, a cidade mágica, o berço do Implante Coclear. Estão ansiosos como eu, empolgados para o 1º Encontro Nacional e Convívio de Implantados no Parque Verde da Cidade do Mondego. Será que vai muita gente ou pouca? Não sei, o importante é conviver e trocar experiências.

Virámos para Coimbra-Sul, quase está quase, ultrapassamos a portagem, Coimbra invade a minha visão, esplendorosa e procura beijar-me, abraçar, pegar em mim e dançar a rodopiar com picos dos pés sob o Rio do Mondego. Derrama-me os sentidos.

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